• 12-meses-para-enriquecer-marcos-silvestre-small1
  • investimentos-a-prova-de-crise-marcos-silvestre-small
  • financas-pessoais-small
Assine nossa newsletter Assine nossa news

X

Qual investimento paga mais atualmente: CDB ou poupança?

Criado por Marcos Silvestre em Na Ponta do Lápis O Plano da Virada em 20/03/2012

 

Uma pergunta recorrente e tema de muitas pautas do noticiário financeiro. Qual é o melhor investimento nos dias de hoje: poupança ou CDB?

Com a recente queda da taxa Selic – a taxa de juros básica da economia brasileira – os ganhos entre as diferentes aplicações financeiras de perfil conservador foram sensivelmente alterados. Por exemplo, um Fundo DI de varejo pode estar rendendo menos que a Poupança. E outra aplicação que pode estar padecendo do mesmo mal são os CDBs.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é uma forma de empréstimo ao banco. A instituição usará o investimento que você está fazendo nesta modalidade para financiar suas operações e atender seus clientes. E remunera a aplicação de modo proporcional ao tempo em que você investiu.

Se você investir em um CDB pós-fixado, o banco se compromete a pagar – pelo período da aplicação – uma determinada proporção de um outro referencial do mercado financeiro, o CDI – Certificado de Depósito Interbancário que nada mais é do que a taxa utilizada pelos bancos para emprestarem dinheiro entre si.

Para aplicações de pequenas quantias – até R$ 10 mil – o banco geralmente paga ao investidor 90% da remuneração do CDI, cuja taxa costuma acompanhar a taxa Selic, atualmente em torno de 9,75% ao ano, o que equivale a um total de 0,78% de rendimento ao mês.

Se você obtiver a mesma porcentagem de ganho de um determinado CDB (90% do CDI), receberá, portanto, 8,78% (bruto) por ano. Descontando o Imposto de Renda (22,5% para aplicações por até seis meses), terá uma rentabilidade líquida no CDB de 6,80% ao ano.

Trazendo isso para uma base mensal, com os devidos cálculos da matemática financeira, podemos concluir que, nestas condições, um CDB pagará 0,55% líquidos ao mês, o que corresponde à mesma rentabilidade – até um pouco inferior – ao ganho “limpo” proporcionado pela poupança.

Adaptação para a web: Letícia Castro
Imagem: Skypixel

marcos-silvestre-blog
Marcos Silvestre Economista, educador financeiro e autor de guias utilitários sobre finanças pessoais, realiza seu trabalho com a missão de levar soluções simples e práticas para os problemas e desafios financeiros das famílias brasileiras e seus negócios próprios. Ver perfil